Castro: OEA é órgão imperialista. Cuba nunca voltará

Raúl Castro (centro) levanta o braço durante foto oficial de cúpula de países caribenhos em Havana
Raúl Castro (centro) levanta o braço durante foto oficial de cúpula de países caribenhos em Havana

Após o secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), o uruguaio Luis Almagro, acionar a Carta Democrática Interamericana contra a Venezuela –o que poderia suspender o país do bloco–, o ditador cubano Raúl Castro disse, neste sábado (4), que a ilha "nunca voltará à OEA".
"A OEA foi, desde sua concepção, e continua sendo, um instrumento de dominação imperialista, e nenhuma reforma pode mudar sua natureza ou sua história. É por isso que Cuba nunca voltará à OEA", disse Raúl.
O discurso ocorreu durante uma cúpula de países caribenhos realizada em Havana.
Raúl mostrou solidariedade com os venezuelanos e com o "governo legítimo do presidente Nicolás Maduro".
Almagro citou preocupação com a grave crise humanitária na Venezuela quando invocou a Carta Democrática e pediu uma sessão urgente do Conselho Permanente da entidade para discutir a questão.
Cuba foi suspensa da OEA em 1962 e, em 2009, o organismo revogou a decisão. O regime, contudo, não havia demonstrado interesse em voltar ao bloco desde então.
'PRESSÃO BRUTAL'
No mesmo encontro, o presidente venezuelano Nicolás Maduro disse que os Estados Unidos estão exercendo "pressões brutais" sobre os governos do continente para isolar a Venezuela, que vive uma severa crise econômica e política.
Em discurso, ele lançou um chamado enérgico a "não ceder as pressões imensas de Washington contra a Venezuela". Maduro insinuou que o governo dos EUA faz campanha pelo uso de um mecanismo da OEA (Organização de Estados Americanos), a Carta Democrática Interamericana, para prejudicar seu país.
"A Venezuela não vai se dobrar e se pretendem nos encurralar, vamos lutar de frente", disse o líder venezuelano. "A Venezuela não aceita ser tutelada, monitorada ou sofrer intervencionismo de nenhuma forma."

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